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sexta-feira, julho 24, 2026

Cerca de 50 arraias são encontradas mortas em praia de Itaguaí; autoridades investigam possível relação com pesca irregular

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A aparição de cerca de 50 arraias mortas na faixa de areia de Coroa Grande, entre os municípios de Itaguaí e Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro, mobilizou órgãos ambientais e autoridades municipais nesta semana. Imagens que circulam nas redes sociais mostram dezenas de animais espalhados pela praia, chamando a atenção de moradores e frequentadores da região e levantando preocupações sobre os impactos à fauna marinha.

Após a descoberta, equipes da 4ª Unidade de Policiamento Ambiental (4ª GPAm) passaram a atuar em conjunto com as secretarias municipais de Meio Ambiente e de Agricultura e Pesca de Itaguaí e Mangaratiba para investigar as circunstâncias da mortandade. O objetivo é identificar a origem do problema e verificar se houve alguma prática irregular que possa ter causado a morte dos animais.

A principal linha de investigação aponta para uma possível ligação com atividades de pesca ilegal ou predatória. Segundo as autoridades, existe a suspeita de que as arraias tenham sido capturadas de forma incidental durante operações de pesca e, posteriormente, descartadas no mar ou na faixa costeira por não possuírem alto valor comercial.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que, até o momento, não há indícios de que o episódio esteja relacionado à poluição ambiental. De acordo com o órgão, o fato de apenas uma espécie ter sido encontrada morta reduz, em um primeiro momento, a possibilidade de contaminação da água ou de algum fenômeno ambiental de maior escala. Ainda assim, técnicos do instituto serão enviados ao local para realizar análises e identificar as causas da ocorrência.

Outra hipótese considerada pelo Inea é a de uma interação com atividades pesqueiras, incluindo tanto a pesca predatória quanto a chamada captura incidental — situação em que animais acabam presos em redes destinadas a outras espécies. Esse tipo de ocorrência representa um desafio para a preservação da biodiversidade marinha e pode provocar impactos significativos em ecossistemas costeiros.

As administrações municipais destacaram que a ausência de outras espécies mortas na mesma área reforça a necessidade de uma investigação detalhada. Segundo as equipes responsáveis, caso o problema estivesse relacionado à poluição ou à baixa qualidade da água, seria esperado o aparecimento de diferentes espécies afetadas, o que não foi observado até o momento.

A ação integrada entre Itaguaí e Mangaratiba também busca fortalecer a fiscalização contra práticas ilegais de pesca na Costa Verde. A região possui grande importância ambiental, reunindo áreas de preservação, manguezais e rica diversidade de espécies marinhas, o que torna fundamental o combate a atividades que possam comprometer esse patrimônio natural.

Especialistas lembram que as arraias desempenham papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos, contribuindo para o controle de populações de pequenos organismos e para a manutenção da cadeia alimentar. A retirada indiscriminada desses animais pode provocar impactos ambientais que vão além da perda da espécie, afetando toda a dinâmica da vida marinha na região.

As investigações seguem em andamento, e novas informações deverão ser divulgadas após a conclusão das análises técnicas realizadas pelo Inea e pelos órgãos municipais. Enquanto isso, as autoridades orientam que moradores e visitantes evitem manipular animais encontrados mortos na praia e comuniquem imediatamente os órgãos ambientais sempre que identificarem situações semelhantes, contribuindo para a preservação da fauna e para o esclarecimento do caso.

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