O Vasco acredita que uma eventual saída da Sportingbet, atual patrocinadora máster do clube, não deverá provocar um grande impacto financeiro. O cenário está relacionado ao acordo firmado com o grupo do empresário Marcos Lamacchia para a SAF vascaína.
A questão ganhou importância após o governo federal publicar uma Medida Provisória que proíbe a exploração, oferta e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A medida afeta 14 dos 20 clubes da Série A que possuem empresas do setor como patrocinadoras máster.
No caso do Vasco, o acordo com o grupo de Lamacchia prevê investimento mínimo de R$ 500 milhões ao longo de cinco anos, além de mecanismos para cobrir eventuais déficits no fluxo de caixa da SAF. Segundo informações divulgadas pelo clube e pela imprensa esportiva, essa previsão pode reduzir o efeito de uma eventual perda de receita com a Sportingbet.
Quanto o Vasco pode deixar de receber
O contrato com a Sportingbet prevê, para 2027, R$ 35 milhões em valor fixo, além de outras verbas e possíveis bônus relacionados a desempenho comercial e esportivo. Em 2026, o Vasco já recebeu R$ 25 milhões referentes ao período de seis meses de parceria.
O presidente do Vasco, Pedrinho, afirmou que a eventual perda desse dinheiro não deverá representar uma redução direta no fluxo financeiro da SAF nas condições previstas no acordo com o investidor.
“A saída da bet vai me afetar zero financeiramente porque, no meu negócio, o investidor assume o fluxo de caixa”, declarou Pedrinho.
Vasco também busca novo patrocinador
Apesar da previsão contratual, o clube acompanha os desdobramentos da MP e trabalha com a possibilidade de precisar substituir a Sportingbet na próxima temporada.
A própria empresa já havia sinalizado que poderia haver mudanças nas parcerias com Vasco e Palmeiras diante das novas regras, enquanto aguardava a definição do cenário jurídico e legislativo.
Pedrinho também defendeu que os clubes tivessem um período de adaptação antes de uma eventual mudança definitiva nas regras. Para o dirigente, uma transição permitiria que as equipes buscassem novas fontes de receita.
A Medida Provisória ainda está sujeita à análise do Congresso Nacional e, portanto, o cenário envolvendo os patrocínios esportivos pode sofrer alterações nas próximas semanas.


