Passageiros reclamam, a SuperVia responde

Em conversa com o Jornal Rio, SuperVia explica os motivos dos atrasos dos trens e demora das viagens

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Rio de Janeiro – Desde junho de 2020, a Supervia implementou um novo modelo operacional que interliga os ramais Santa Cruz e Deodoro, assim trens expressos, no ramal Santa Cruz, não estariam mais em circulação. A medida, segundo assessoria de imprensa da Supervia, é fruto de um estudo prévio que, buscando dar autonomia aos ramais Santa Cruz e Japeri, resultou em uma nova organização das linhas férreas.

Antigamente, os ramais Santa Cruz e Japeri se “encontravam” formando um “Y” na representação férrea e esse fator acarretava paradas frequentes nas viagens. Como solução, a Supervia separou essas duas linhas reduzindo a possibilidade dessas paradas intermitentes, gerando, assim, diminuição do tempo de deslocamento.

“ O objetivo da interligação foi equilibrar a operação dos trens. Antes, as composições dos ramais Santa Cruz e Japeri, que percorriam as maiores distâncias e transportavam maior quantidade de clientes, dividiam as mesmas linhas e, mesmo fazendo viagens expressas, perdiam mais tempo no percurso, porque precisavam aguardar ordem de circulação em muitos cruzamentos, o que acabava ocasionando uma espécie de “engarrafamento” de trens.”  – SuperVia

Os trens expressos que saiam de Santa Cruz paravam em todas as estações até Deodoro e – após esse trecho – as paradas eram feitas em estações específicas. Usuários, que precisariam parar em algumas estações em que os trens expressos não paravam, deveriam fazer baldeação na estação Deodoro e pegar outro trem parador. Esses trens paradores, antes do ramal Deodoro, hoje integram o ramal Santa Cruz.

“ Após a interligação, os trens do ramal Japeri passaram a utilizar linhas exclusivas. E as viagens que eram iniciadas na estação Deodoro, passaram a ter início na estação Santa Cruz, em trens paradores. A avaliação dos resultados do modelo operacional implementado, feita durante os primeiros meses de operação e validada pela Agetransp, demonstraram ganhos significativos de tempo de percurso nos ramais Japeri e Santa Cruz, na época.”  – SuperVia

Em conversa com a SuperVia, eles alegam que o sistema foi revisto pelo fato de os trens paradores saírem de Deodoro com um uma quantidade baixa de passageiros. De acordo com a empresa, esse novo modelo de operação tem gerado aumento dos lugares ofertados evitando superlotação.

“ Em junho de 2020, a SuperVia implementou a interligação dos ramais Deodoro e Santa Cruz, gerando um aumento de 60% do número de lugares ofertados, especialmente nos horários de pico. A adoção de um novo modelo operacional já vinha sendo estudada desde um ano antes da pandemia e foi colocada em prática em um momento em que era ainda mais necessário ampliar a oferta de lugares, como forma de combate ao novo coronavírus.” – Supervia

Além disso, o furto dos cabos tem sido um problema para a Supervia, fazendo com que o tempo de deslocamento aumente.

“ No entanto, o tempo de percurso atual está sendo influenciado por uma série de fatores externos, de segurança pública. Desde o início de 2020, a SuperVia tem sofrido com a escalada dos furtos de cabos no sistema. Quando isso ocorre, a sinalização automática fica inoperante e os maquinistas precisam aguardar ordem de circulação via rádio e não de forma automática. Por medida de segurança, a concessionária precisa aumentar a distância entre os trens e, consequentemente, os intervalos (…) A SuperVia tem adotado várias medidas para mitigar esse tipo de ação criminosa. A mais recente é a instalação subterrânea dos cabos, que tem um custo três vezes maior para a concessionária que o modelo tradicional. Este modelo também não é adequado para diversas regiões do sistema em função da posição da linha férrea.” – Supervia

Embora a Supervia tenha reformulado sua organização operacional, os usuários têm relatado demora, tanto nos intervalos entre os trens como no tempo de viagem. A empresa afirma que está atenta às percepções dos passageiros e que monitora o tempo médio dessas viagens, além da lotação nos vagões.

Buscando acesso ao estudo técnico –  que embasou a implementação do novo modelo operacional, além de fazer a SuperVia tirar os trens expressos que, em tese, reduziu o tempo de viagem –, a equipe do Jornal Rio ainda não obteve respostas.

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